Intenção de apetrechar dias mornos,
Com cor, com sabor,
Com, enfim, amor.
Temperados com Dali, Oswald, São João.
Citadinos, Urbanitas.
É isso que são?
Entre a selva de concretos,
Quebrando muros abstratos.
Aglomerados espessos,
De olhos, de olhares,
De gentes.
Dignamente pitoresca.
Ergue orgulhosa a alquimia de sua bandeira,
O elixir da vida é seu cafeeiro filosofal.
O metal que glorifica,
É o mesmo que afasta, distingue, isola.
A capital que assim pretende-se,
num Estado depressivo,
Autônoma, autossuficiente, distinta.
A beleza foi mais além,
Encheu os olhos,
E pôs a funcionar o coração,
Apedrejado, resistiu ao empedramento.
Não é desvario, é dia de todo dia.
Mas a Paulicéia,
Ah, a Paulicéia é realmente...
Desvairada, bonitinha e ordinária.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Inteireza no ordinário.
"A beleza da omissão, de fato, é a beleza da ação indireta, da vida que é revelada com um máximo de intensidade num mínimo de atividade" (A Arte Secreta do Ator - Eugenio Barba)
Em seus diferentes intuitos, penso que a intenção da presença cênica no ofício secreto do ator quando trazida (ou enxergada) na vida cotidiana/ordinária, é reveladora de inteirezas. O que se faz presente, inteiro, vivo no mínimo gesto; não por esperar reconhecimento, mas porque é assim, é ali, que se constitui a sua arte...a arte de viver.
Em seus diferentes intuitos, penso que a intenção da presença cênica no ofício secreto do ator quando trazida (ou enxergada) na vida cotidiana/ordinária, é reveladora de inteirezas. O que se faz presente, inteiro, vivo no mínimo gesto; não por esperar reconhecimento, mas porque é assim, é ali, que se constitui a sua arte...a arte de viver.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
sábado, 5 de novembro de 2011
Venha cá, meu bem!
Não, não é exatamente conversar que eu quero. Cansei-me das palavras vazias, daquela imensidão de dizeres que nada me dizem. Eu só quero que venha, venha para mim. Chegue perto, não precisa ter medo. A chuva não vai entrar hoje; a água ficará lá fora. Eu sei que mais do que os outros, somos nós mesmos os responsáveis por essa inundação. Mais para quê tanta culpa? A culpa vem de onde? E vai para onde? Eu só queria caminhar com mais leveza, flutuar. Diz-me nesse abraço que tem jeito, que vai dar pé e que eu não vou me afogar.
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