Te olhar com afinco...
nesses dias à beira de nós mesmos, nada mais talvez importe. Estar presente e conspirarmos juntos as mais completas vivências que não planejamos.
Te encontro em meu próximo desencontro; que certamente virá. Assim me viro, me varro, me jogo ao relento. Toparemos!... vivifico!...recupero tudo aquilo que sei que nunca se foi. Só se vai inteiramente o que não soube ficar....e desse não me valho. Gosto do que acarinha meu sentir, e do que sinto que atordoa meu gostar. Gostar que só se sabe reinventar! E que cada condição me faça pegar uma nova condução.
Recordo vagamente, escapula-me a lembrança exata...por que repetí-la seria uma grande bobagem. Pra quem não se toma como igual, que nada toque como ontem.
Por favor, um novo jeito, uma nova maneira! Pra que seja bom, pra que faça bem...para que dias como esses fiquem como centelha de esperança em nossos olhares... que, é sabido, se debruçarão em outros; mas um dia, quem sabe, voltarão a se encontrar.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Esse algo que me toma,
como se algo fosse eu.
Não sou de sua circunstância,
tampouco quero isso que é seu.
Me debruço nos pormenores,
do todo que me insiste...
Insistência que me entrega,
àquilo que nem existe.
Existir à sua forma,
de figura metamorfoseada.
Indo na contramão,
de uma paz enxameada.
Derrames da memória,
dos segundos que virão.
Loucuras, distorções,
certamente, não em vão.
como se algo fosse eu.
Não sou de sua circunstância,
tampouco quero isso que é seu.
Me debruço nos pormenores,
do todo que me insiste...
Insistência que me entrega,
àquilo que nem existe.
Existir à sua forma,
de figura metamorfoseada.
Indo na contramão,
de uma paz enxameada.
Derrames da memória,
dos segundos que virão.
Loucuras, distorções,
certamente, não em vão.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
AMÁGUA AMÉM
Em comunhão com as águas,
faço do mar minha oração.
E neste silêncio de sim,
vou aprendendo a dizer não.
Pois nada fere mais a pedra,
que o vai-e-vem da maré.
E nem por isso deixa de amá-la,
exatamente como ela é.
Entendendo a contragosto,
a dinâmica dos portos.
Na convivência dos que chegam e partem,
o coração não mede esforços.
Com os pés no chão,
e o resto no vento.
Essa umidade que me salga,
é meu mais forte alento.
faço do mar minha oração.
E neste silêncio de sim,
vou aprendendo a dizer não.
Pois nada fere mais a pedra,
que o vai-e-vem da maré.
E nem por isso deixa de amá-la,
exatamente como ela é.
Entendendo a contragosto,
a dinâmica dos portos.
Na convivência dos que chegam e partem,
o coração não mede esforços.
Com os pés no chão,
e o resto no vento.
Essa umidade que me salga,
é meu mais forte alento.
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